Enquanto um debate requentado,

por dentro, tem me quebrado,

não entendo quem escolhe não

lutar para revisar o Pacto Federativo

e tem optado por sugerir nascer

um novo país endividado.

 

​Muitos não têm noção da assunção

da dívida pública, dos custos

da estruturação de um novo Estado

e do impacto comercial imediato.

O meu coração optou por não

se manter fechado e nem calado.

 

​Sem contar com os royalties

que estão por vir através

da Elevação do Rio Grande,

percebo que as pessoas têm ignorado.

Há até quem diga que a Região Sul

não possui riquezas para dar

o argumento como encerrado.

 

​Não caio nessa pilha e não deixo

ninguém cair; e, como brasileira,

não consigo parar de insistir.

Não sei, mas espero ter ajudado:

é o que ultimamente tenho falado.

 

​No meio disso tudo, abrir o jornal e ver que,

em Itajaí, a Fragata Jerônimo de Albuquerque

aqui construída foi ao mar para ser testada,

colocou a minha esperança renovada,

como se a oração tivesse sido escutada.

 

​Por causa de gente que ignora a Constituição,

para quem a Pátria não vale mais nada,

penso que esta fragata será um poderoso

recado para quem insiste em manter

a nossa gente a cada dia mais afastada.

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