Visto tudo é o fim,
Sem adeus algum,
Sem choros nem lágrimas,
Só o regozijar da alvorada,
Na despedida suspirada.

Levo-te só a ti apenas,
Na minha lembrança,
Dos sonhos que povoei,
Com a tua doçura,
Em bonança.

Ilusão descomprometida,
Que me compôs o coração,
Em noites turbulentas,
De ausência de paixão,
Sem guarida.


Lisboa, 2-11-2013

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