Poema do livro Poemas em Cortes Profundos Parte I - 6
6
a cozinha pequena me inferniza
o pó não abandona nunca e se junta em times escuros como pernas de aranhas emaranhadas
eles frequentam a cozinha a sala os cantos dos quartos
e todos os dias eu volto
a cozinha se fosse grande eu não via
eu abria os braços e eu abria as pernas sentava pensava
eu esperava e olhava e não veria
a cozinha pequena todos os dias me faz agonizar
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Palmeira Juçara
O meu coração é coração de palmeira
quando se trata de revolução.
Queira ou não, a primeira revolução
se começa com a barriga c…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
lugares sem chão
o trevo ali está dividido em várias dúvidas: a encruzilhada chama sem nada mostrar de seus intentos contra a tua sanidade levas um …
Darlan de Matos Cunha
MINHA MÃE
Eu via aquela mulher sempre na máquina costurando e sonhando
Quem faz um ofício repetidas vezes
Às vezes dá tempo de sonhar tra…
Iêda Maria Castro
REALIDADE
Eu me comprometo a ser fiel
Nestes dias de compromisso contigo
E me comprometo a te entender
Em momentos tão reais
E …
Iêda Maria Castro