AUDAZ FANTASIA

Nosilêncio, audaz fantasia

Produzidapela mente

Fazseguente alegoria

Vemdo coração o que sente


Tudoparecia calmo e puro

Nosilêncio da alvorada

Pareciasair de um casulo

Aluz há tanto esperada


Nãose adivinhava o sono

Estavademasiado inquieta

Anoite era de Outono

Fiqueide janela aberta


Voavamlivres os passarinhos

Correndoaos bandos no céu

Outros,aconchegavam-se nos ninhos

Decabecinhas ao léu


Numsossego de pura calma

Olhavatal esplendor

Nãoaugurava vivalma

Nestesonho multicolor


Ouviam-sepouco a pouco

Murmúriosde gente a passar

Enão tardou o alvoroço

Parao pensamento molestar


Sentiaos olhos pesados

Masnão podia dormir

Tinhao cérebro revirado

Eo barulho a consumir


MariaAntonieta Matos

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