O BICHO ENTROU NO PAÍS
Obicho entrou no país
Minacada um ser vivo
Cortatudo pela raiz
Temum poder destrutivo
Nãohá remédio que cure
Adevastação interior
Nemmédico que se segure
Pulandode dor em dor
Nãohá ensino que resista
Aiprofessor, professor
Tensque ser malabarista
Comtanta criança ao dispor
Estáscheio de desempregados
Comtanto que há para fazer
Masanda tudo baralhado
Eponham-se daqui a mexer!
Osimóveis já não são teus
Fogemsem nada valer
Tudoestá a encarecer
Enão há cheta para comer
Osbancos estão diminuir
Adívida está a aumentar
Osdinheiros estão a fugir
Ea esperança a terminar
Obraspúblicas arruinadas
Depoisde muito gastar
Asterras ficam revoltadas
Incapazesde por lá passar
Privatizam-seserviços públicos
Parao povo ter que pagar
Quevê tudo por canudo
Incapazde lá chegar
Semacesso à saúde gratuita
Aconsulta sempre adiada
Osmales são uma constante luta
Semorrer… não vale nada!
Osvelhos são despejados
Emlares sem condições
Afamília gasta os trocados
Efica cheia de aflições
Noshospitais quem lá cai
Esperahoras aos ais
Operaçõesfazem-se série
Semse ver o médico, mais
Jánão há humanização
Andamtodos em correria
Osrecursos são invenção
Deinteresses e engenharia
Deixoude haver qualidade
Temque se fabricar dinheiro
Paraessa austeridade
Queenche os bolsos aos parceiros
MariaAntonieta Matos 26-09-2012