REVOLTA DOS SENTIDOS

Oacumular de situações

Semnenhuma objetividade

Provocaramrebeliões

Nagente duma cidade


Cérebrosde muito pensar

Nãodescansavam há dias

Ecomeçaram a agitar

Numagrande rebeldia


Asbocas em alvoroço

Gritavamquanto podiam

Veiasengrossavam no pescoço

Queas vozes já não lhes saíam


Contentesestavam os ouvidos

Datremenda barulheira

Ede acordo todos os sentidos

Pornão ser uma brincadeira


Osolhos controlavam tudo

Tinhamessa grande missão

Nãoacertasse dedo pontiagudo

Vindodo meio da rebelião


Nomeio desta embrulhada

Osnarizes, conferiam odores

Eserviam como espada

Nacara dos exploradores


Comgrande fúria as mãos

Desataramà paulada

Queterríveis confusões

Acidade estava tomada


Eratanta a rebeldia

Queos ossos estavam a desencachar

Omatemático corria

Paratodos numerar


Veioo médico de urgência

Eos maqueiros com as macas

Cirurgiõescom as facas

Nomeio de muitas ameaças


MariaAntonieta Matos 27-10-2012

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