Dentro
Dentro
Infimamente
pira leve
a chama da paixão.
Seu doce
colore e corrói
a noção futura
de presente.
Alimento da alma
paz de espírito
líquido-sólido,
vida e morte.
Jaz pó
o que foi,
será mesmo
que não seja
debruçado sob
a mesa farta
e a casa cheia,
do antepasto
ao narguile
garantia só
de olhar estatelado
a sobremesa.
Favela e mansão
e a caminhada
é a mesma,
quarto na penumbra
ou biqueira
à luz da lua.
Já o amor
comporta
sol são nuvens,
terra é gozo,
pêlo e carcaça.
Comentários (1)
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Daiane
2014-10-09
É impressionante como consegue me levar no ritmo das suas palavras. Belo texto, como sempre!
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