Lavoura
Sobre o chão descalço sinto a terra úmida dar-me inspiração.
Sinto a energia pagã entrar em minha pele tentandoinutilmente livrar-me das chagas psicológicas impostas por um deus maléfico.
Sinto a tristeza de saber que piso em nada além de pó.
E penso: se do pó viemos e ao pó retornaremos, será essanossa sina? Pisar em sofreguidão alheia já esquecida?
Penso, mas piso e sinto.
Sinto a melancolia e a esperança que se emana.
A de todos os já deteriorados corpos que um dia tiveramforça pra viver e pisar com fé no que estava por vir.
E se acabaram. Mas com a fé começaram.
Então, sobre o chão descalço sinto mas logo me esqueço. Evivo.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Findar
Faz tempo que ser imortal era curto E o pânico vestia-se dessa brevidade. Até que senti o quão frágil sou E que o melhor é perecer. Já n…
Rafael Gonçalves
De pé se pode
a espera na fila intensa o corpo quase que separado da mente mas o exame do dia favorece a que o humor seja solar, e nós aqui à espera n…
Darlan de Matos Cunha
Abraço
Já não é um abraço. É muito mais. É um arrepio na nuca descoberta. É a reflexão no conforto do mo(vi)mento. É o amor de Camões na simplic…
Rafael Gonçalves
Os duendes.
Bem ao lado de meu coração existe um vazio imenso... geralmente acontecem nas tardes de um domingo - qualquer , meus olhos ardem de sauda…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*