Lavoura
Sobre o chão descalço sinto a terra úmida dar-me inspiração.
Sinto a energia pagã entrar em minha pele tentandoinutilmente livrar-me das chagas psicológicas impostas por um deus maléfico.
Sinto a tristeza de saber que piso em nada além de pó.
E penso: se do pó viemos e ao pó retornaremos, será essanossa sina? Pisar em sofreguidão alheia já esquecida?
Penso, mas piso e sinto.
Sinto a melancolia e a esperança que se emana.
A de todos os já deteriorados corpos que um dia tiveramforça pra viver e pisar com fé no que estava por vir.
E se acabaram. Mas com a fé começaram.
Então, sobre o chão descalço sinto mas logo me esqueço. Evivo.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Memórias.
Escritas estavam no livro que em tua memória escrevi - viajamos pelos mundos desconhecidos e tão deslumbrantes. Nadamos em rios tão chei…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Sempre Juntos.
O tempo corre rápido nesta nossa vida... mas no namoro ele é lento e muito desejoso - pois estamos junto a anos e nada é ligeiro - como …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
O Verdadeiro Amor.
Me sinto sozinho nesta manhã de inverno... porque tu não estás junto a mim - Quero que tu estejas sempre ao meu lado - nas horas difíceis…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Mundo Paralelo.
Somente um corpo limpo segura esta alma - pois ela vaga solitária por este mundo da não existência- Talvez seja uma linda e jovem mulher…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*