SUAVE MELANCOLIA!
Os dias alinhavam recordações,
Com mãos de quimera.
Mãos que tocam o ar,
Como se estivessem a esculpir,
Um corpo feito de nuvens.
Sensação insípida no paladar d' alma.
Resvala no intimo o anseio da presença.
Sentir a fragrância do hálito.
O intraduzível sabor da pele.
Ah, flecha da saudade,
Que o coração transpassa!
Não dilacere a pungente alma.
Os olhos são desertos, não possuem mais lágrimas.
A muito anoiteceu o olhar para as auroras,
Desprovidas de amor.
Restaram os ventos da arte,
Soprando versos nos ouvidos,
Enquanto brinco de voar,
Deixando este vento me levar,
Assim não morro... Vivo!
Márcia Costa
Com mãos de quimera.
Mãos que tocam o ar,
Como se estivessem a esculpir,
Um corpo feito de nuvens.
Sensação insípida no paladar d' alma.
Resvala no intimo o anseio da presença.
Sentir a fragrância do hálito.
O intraduzível sabor da pele.
Ah, flecha da saudade,
Que o coração transpassa!
Não dilacere a pungente alma.
Os olhos são desertos, não possuem mais lágrimas.
A muito anoiteceu o olhar para as auroras,
Desprovidas de amor.
Restaram os ventos da arte,
Soprando versos nos ouvidos,
Enquanto brinco de voar,
Deixando este vento me levar,
Assim não morro... Vivo!
Márcia Costa
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