Sobre portas e janelas I

Havia uma janela
aberta ao desconhecido
que instigava a curiosidade
e o indomável instinto
dos descompromissados voos
sobre a silhueta do destino.

Margeavam a estrada
figueiras e hibiscos
e esparramados à sombra
entre duendes e mitos
não imaginávamos
que em futuras janelas
sequer postigos haveria.





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