Corpo morto
Como fica gelado!
Como fica ausente!
Como fica pálido,
O corpo morto da gente!
Parece pedra imóvel!
Parece rio sem água!
Destino inexorável
Sem dor, nem mágoa!
Sem sentimento
Confunde o momento
Parecendo que dorme...
Mas está morto!
Não beija;
Não ama!
Não sente;
Não chama!
E todos agem assim,
Todo morto, sem dó...
E que depois descerá à cova
E ali se confundirá com o pó.
Para então cair no esquecimento!
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