Dois estranhos
O finito onde permaneces
proferes em palavras o teu eco
escuto serena os teus desígnios
na sombra da luz fosca
abandono a cama onde deitámos as máculas
desço a longa escada onde o teu olhar não ilumina
não virás
o dia é agora uma sucessão de tempos oferecidos
[ao esquecimento
a carne consome os vícios quando a alma desespera
e o vento sussurra impropérios na incauta consciência
Comentários (1)
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2011-12-15
Profundo,magnífico,parabéns! Adriano http://www.recantodasletras.com.br/autores/adrianomoreira http://adyacolimoreira.blogspot.com/
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