dos amores

ainda uma vez o pensamento



de amor à
vista

viés de olhos molhados

sobre a vida em revista



é sábado

& a chuva

(imprevista)

veste-se de amores

fantasias líquidas
urdidas

com os fios dos temporais

que me consomem



é sábado

ainda

como se ainda

a alma
fosse límpida



não há nada a esperar



vem

vamos passear

no jardim
das delícias

vem breve
& vem sem medo



de nós nada restará

a não ser a verdade do poema





(TEMPORAL - 2005)

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