Desalento
Não mais impressiona o brilho da lua
tampouco é doce o orvalho nos campos
não é mais belo teu olhar ternurante
nem divina és, nua.
tentei ser o que não é bem visto
sofri dos delírios da bondade
e assim como mortais de qualquer idade
quem me matou foi minha ilusão.
já não sou bom em fazer castelos
já não sou tão diferente do que não quero
e restou me igualar aos que desprezo
e tenho medo pra ser sincero
A pergunta é quem sou, por enquanto.
assim parto com meu desalento.
A vida não tem mais seu devido encanto
não mais sinto o que sopra o vento.
tampouco é doce o orvalho nos campos
não é mais belo teu olhar ternurante
nem divina és, nua.
tentei ser o que não é bem visto
sofri dos delírios da bondade
e assim como mortais de qualquer idade
quem me matou foi minha ilusão.
já não sou bom em fazer castelos
já não sou tão diferente do que não quero
e restou me igualar aos que desprezo
e tenho medo pra ser sincero
A pergunta é quem sou, por enquanto.
assim parto com meu desalento.
A vida não tem mais seu devido encanto
não mais sinto o que sopra o vento.
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