Desalento
Não mais impressiona o brilho da lua
tampouco é doce o orvalho nos campos
não é mais belo teu olhar ternurante
nem divina és, nua.
tentei ser o que não é bem visto
sofri dos delírios da bondade
e assim como mortais de qualquer idade
quem me matou foi minha ilusão.
já não sou bom em fazer castelos
já não sou tão diferente do que não quero
e restou me igualar aos que desprezo
e tenho medo pra ser sincero
A pergunta é quem sou, por enquanto.
assim parto com meu desalento.
A vida não tem mais seu devido encanto
não mais sinto o que sopra o vento.
tampouco é doce o orvalho nos campos
não é mais belo teu olhar ternurante
nem divina és, nua.
tentei ser o que não é bem visto
sofri dos delírios da bondade
e assim como mortais de qualquer idade
quem me matou foi minha ilusão.
já não sou bom em fazer castelos
já não sou tão diferente do que não quero
e restou me igualar aos que desprezo
e tenho medo pra ser sincero
A pergunta é quem sou, por enquanto.
assim parto com meu desalento.
A vida não tem mais seu devido encanto
não mais sinto o que sopra o vento.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
O Consolo parte II
O Consolo de uma vida depende de seu bom coração e da formosura -querendo por demais seus encantos nelas ficarem - permanentes sempre …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*