Grávida

Vejo-te e caminhas

Andar de esperança

Que sejam minhas

Tu e a bela criança.



Rebento vindouro

Surgido de momento

Dum grande estouro

De vultoso sentimento



Cuidado em ter-te

Agora, resta-me espera.

Agrado-me ao ver-te

Como flor em primavera



Surge nova formada

Teu corpo em frente e verso.

A traseira transformada

Meu olhar, nunca disperso.



Estarei contigo, presente.

Barriguda, de seios inchados.

Como mãe, meu ser não sente.

Dedicação e amor doados.



Seremos por hoje apenas

Uma família simples de dois

De almas não pequenas

Para ser de três depois.
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Comentários (2)

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joao_euzebio
2011-08-20

neste caminho onde espera teu filho(a) ja passei por tres vezes e é muito bom, espero que tua felicidade seja a nossa também, pois tua poesia emociona e nos leva a engravidar as linhas brancas de um caderno para nasça mais e mais poemas como este. parabens meu amigo.

Adalto José Sousa
2011-08-19

Traduzido em palavras poéticas o período sublime da maternidade aos olhos da paternidade.Viajei para mais de trinta anos...Obrigado,poeta Guilherme!