Verde Malva
O verde das folhas súbito
alucina a Primavera
e os rumores das flores
não acordam os corvos
desatentos ao ruborizar das rosas
tentam abrir sorrisos carnudos
nas sílabas da canção.
A esperança inspira o verde malva
à beira da floração do riso
esculpindo no rosto amargo
e à tona do corpo cicatrizado
florestas de luas brancas
adormecidas no chão de camélias em polpa
despertam os dedos fervilhantes de angústia.
no canteiro de pedras pousadas pelo suor
desabrocha o mel ensonado,
selado na arte da vida dançante
e entre jorros de verde, o mistério
ergue-se na costura das costas lavradas
de intempéries e efemérides sísmicas.
Maria Giesta
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*