Assim
Bebe poetisa,
desempola os grãos
rocha ribeirinha,
junta delicada
o aperto da seda.
Ve o alto do morro
entornando o galão
aos céus pedindo
Nosso Senhor.
Dichava as rudes
entranhas das toras
colheitas do bem,
mãos trovadoras
nas costas dão
o nevoeiro denso.
Da pele sebosa
salvam palmas,
a nuvem avoa
veloz afora
transforma a flora.
As ovelhas correm
por esse campo
preciso das crias,
são o verso único
entoado pelo poeta.
Ele vai atrás
igual inspiração,
de crivo na boca
repente cotidiano.
Comentários (1)
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Daiane
2014-10-09
Não sei se devo, mas me identifiquei.
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