TAÇAS
Sacias, com as taças de teus seios,
O amor que não é deste planeta:
É das nebulosas de outros universos,
É de estrelas de outras galáxias.
Fala uma língua que enlouqueceu
Intérpretes condenados às fogueiras.
Hoje, florestas noturnas exalam
Teus aromas que são só meus.
As sombras da lua revelam
Contornos de faces ocultas,
Nas embaçadas vidraças.
Desenhos de cipós e tramas,
Soterrando tuas mãos de seda,
Em muralhas construídas
Com as rochas de nossos vulcões.
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