Da janela eu vejo a rua,
carros embaralhados,
vejo também a lua,
os casais de namorados.

Cada dia é novidade,
a menina, o cachorro,
na pracinha a mocidade,
dá pra ver também o morro.

Na janela eu me distraio,
cada instante uma história,
os amigos, o baralho
não me saem da memória.

Fico muito abandonada,
a janela é meu refúgio,
só queria ser amada,
eu não vivo o meu mundo.

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