Versos de concreto
Da pena que escreve,
A amargura.
Lágrimas furtivas.
Olhos acabrunhados.
Almas sem afeto.
Cobiça que almeja o infinito
Da boca que grita.
A voz do faminto.
Filhos da miséria.
A frieza dos
Transeuntes apressados
Coaduna-se com os movimentos
Cálidos e cruentos da metrópole.
Há indiferença nos céus,
E os pássaros fugiram da fumaça.
No asfalto, máquinas ensandecidas.
Pelas ruas, putas, lixo, desespero,
Íncolas do chão.
Joias, luxo, ganância, soberba, ambição,
Símios do concreto em busca de ilusão.
Não sei se estão às avessas
Ou se é meu desatino
Que vai e vem na contramão.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
É rica...
Jorge E. Leal
É Rica por conhecer a História, Mantém seus sonhos secretos. Da França, caminha na glória, Em busca, anseios concret…
Julian Lael
Marítima alusão da vida
no convés de mim singro minhas águas as que fluem do riso as que nadam as lágrimas quase todas resumidas nas correntezas que lavro atrav…
AurelioAquino
So sad he had to go
So sad he had to go
Yes he was suffering a lot
He was an alcoholic also
He used to drink like fish
Yes he was destroying his liver
A…
Aldo gabbay kraas
Um casal ( a terra e o humano )
Nossa criação humana sempre foi muito bela... desde a formação desta magnifica terra - nada foi criado contra o homem e a mulher... pelo …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*