tortura silenciosa
Aspirando toda fumaça do cigarro da minha vó,
eu me avalio nesse mundo torto
nessa casa grande e mal dividida
nessa tarde de quinta-feira
de muito sol e calor
eu me reavalio e não encontro um consenso
para infindáveis confrontos de personalidade
eu não sei o que sou, não tenho vocação para nada
Não tenho vocação nem para falar, quanto mais para escrever
Exausta, sempre exausta
Ninguém me entende, minha mãe até tenta
Pobre mamãe
Só Deus nessas horas de agonias
Meu corpo aqui
Minh’ alma, não sei aonde
E eu...
corpo e alma
cabeça e coração
chorando por ser tudo
e não ser nada.
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