SEM CLEMÊNCIA
Extrai do meu corpo coquetel
faz brotar da fonte o mel
suga-me...
Rasga minha tensa inquietude
dilacera do peito a virtude
deflora-me...
Sem clemência serei sua
segregando o que a pele acentua
profana-me...
Avassala meus sonhos promíscuos
transpassa os sentidos ariscos
doma-me...
recheia com seu gozo meu cio
dociliza meu porte arredio
possua-me...
CléiaFialho
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