DESOLADA

Desolada, faltam-me argumentos!

Inquietam-se os nervos, sinto ansiedade,
A memória não chega ao pensamento,
E eis um vazio... um querer sem vontade!


No escuro procuro ... agito os sentidos,
Interiorizo a biblioteca, desorganizada
E acendem-se as luzes, soltam-se fluidos,
Rasgando as fronteiras do nada.


Emerge a escrita nesta invenção,

Sentimentos de alma e coração,

Eternizando o cântico, em tudo ou nada.


Os palcos dão a expressão e entusiasmo,

Com lucidez, humor ou sarcasmo,

Provocadores de tristeza ou risada.


Maria Antonieta Matos 11-10-2014

Pintura do meu amigo Costa Araújo


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