Um dia difícil
Vou contando quantas formas
Passam por meus olhos
Nessa tarde de primavera (verão)
O som do celular me tráz de volta
Ao sol escaldante que bronzeia minha pele
E parece torrar meus neurônios
No choque térmico da notícia
A voz do outro lado engasga
A minha se cala...emudece
O suor salgado respinga dentro do olho
Que arde feito fogo no coração
Em segundos revivo uma vida
Repenso alguns valores
Desfaço de outros
Entonteço
O cérebro frita sob o sol
Um frio invade a alma
Os carneirinhos se foram
O céu está nublado
No peito, algo incomoda
Uma pressão que não passa
O celular se calou também
E eu...fraquejei
Ainda torpe, sigo em frente
O dia já se despede
O crepúsculo se aproxima
Enquanto a alma se agiganta
Feito uma galinha choca
Aninho os pintinhos sob as asas
Cansadas e pendentes
Vamos descansar....
(Nane- 05/11/2014)
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