Primeiro Amor
Que importa que o mundo todo,
Loucura chame a este amor meu bem,
Se nunca senti deste modo,
Outro nenhum por ninguém;
Tão grande tão verdadeiro,
É a relíquia mais querida,
O grande amor primeiro,
Que entrou na minha vida;
Que importa portanto que o mundo,
Que não sente este querer profundo,
Levante a voz com desdém,
E loucura chame a este amor meu bem;
E que saiba o mundo também,
Que não é falso nem engodo,
E nem chafurda em baixo lodo,
Este amor que me retém;
Por este amor que o mundo despreza,
E que chama de grande absurdo,
Das vozes do mundo sou surdo,
Pois este amor tanto me preza;
E escutem bem este clamor:
Nunca com tão grande ardor,
Nunca com tanto fervor,
Senti como nunca ninguém,
Um outro igual por alguém!
Helder Oliveira
(Helder de Jesus Ferreira de Oliveira)
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