MEU JEITO INERENTE
Lanço mão no papel
minhas lascivas escritas
tal como quadro e pincel
minh'alma inquieta levita.
Retrata translúcido viver
a cada estrofe dos versos
reflete intenso prazer
viço explícito imerso.
Um toque sutil delicado
rimas deveras fogosas
poemas uns tão depravados
trovas demais buliçosas.
Enfim, o que fica marcado
é mesmo o meu jeito inerente
como no corpo tatuado
a luxúria sempre imanente.
CléiaFialho

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