O nascer do poeta
Lembro-me de outra infância
A infância que não está escrita nos livros
Essa infância coitada
Só possui uma imagem
Meninos à mesa e colheres cheias de remédios
Essa infância foi perseguida pelos nuances de seus dias
Havia cores verdes e azuis
Havia recomendações de pais e mães
Havia cores nas paredes
Verde
E um carro/menino/homem
Que dizia:
Vermelho!
Havia uma mesa que andava sozinha
E que escolhia a casa onde servia
Janela que às vezes para a rebeldia separatista do carro
Às vezes para o nada e a mesa fugitiva
Essa infância não está nos livros
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
A nossa pele
Toco-te a medo
Pelo olhar
A pele que nos une
Para que nesse interlúdio
O silêncio nos seja memória
Honoré DuCasse
o melhor para hoje
Se a rosa do povo deserta de sua atenção, aflita por tantas teses, melhor seria meter as mãos pelos pés, e o absurdo cedesse de vez a out…
Darlan de Matos Cunha
NÃO SEI SE ESTOU GORDA OU INCHADA
Não sei se estou gorda ou inchada, Ou se a balança me iludiu, Mas quando sou por ti olhada, Todo esse medo se diluiu.
O espelh…
Maria Antonieta Matos
As Estrelas da Bandeira Nacional
O céu noturno de quando foi assinado
o decreto da nossa Bandeira Nacional,
foi desenhado com exatidão e esmero
como no próprio H…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski