Beba, ó poeta, nessa velha caveira

O vinho da vida, a luz da mente.

Beba, porque já te espera o coveiro

Em noites de sonhos tão dementes.

Ama, ó poeta, e bebe novamente:

A vida, o vinho, a mulher amada,

Que vos ama e sorri tão contente

Em noites de vertigens pranteadas.

E se um dia voltares a sofrer:

Do amor, da vida tão inconsequente,

Beba, ó poeta, nesta velha caveira

Beba! Porque já te espera o coveiro.

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