A DOR
Minha ânsia parte pr' além do meu pulsar,
Meu coração não cabe dentro do peito,
Os olhos são como punhos a chorar,
Dou voltas e mais voltas, na cama onde me deito!
A dor nasce espinhosa, atormentando,
O pensamento incendiado a fervilhar,
A cabeça mais complica todo este estado,
Que mais parece a morte a querer vingar!
Mas como sofre tanta gente na solidão,
Que nem um ai … entoa tanto vazio,
Nem uma alma caridosa lhe estende a mão!
Tanta dor que abarca o medo da insegurança,
Do condenado injustiçado p'lo carrasco frio,
Apavorando a mente até à morte, sem ter esperança!
18-11-2014 Maria Antonieta Matos
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