Lágrimas secas (como as tempestades de África)
Quem nunca sentiu chorar por dentro
Não sabe o que é o amor.
Começa no seio que desponta,
No sexo que arredonda e brilha
Entra pela circulação
E escava um rio até ao coração.
Emerge num suspiro, num olhar perdido e magoado
Causa febre localizada e vertigem
Arrepia, magoa, já não arde.
Não fere na sua inevitabilidade
Foge por entre os dedos
Crava-se na carne
Arranca-nos o peito e
Prepara-nos a viagem...
Diz-nos que estamos sós,
Mostra-nos o chão e o céu.
Enubla a visão e enobrece o coração de um bravo
Desfalece em seus braços e diz-lhe toda nua,
Sou tua
Depois adormece e mais tarde continua.
Desaba no mar algures onde o farol alumia.
Comentários (1)
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2011-10-10
Maria que beleza de poema, me senti um viajante neste teu mundo de sonhos e realidade, e como é bom você deslizar pelas palavras e ver que é bem fácil demonstrar nossos sentimentos. parabéns
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