Lágrimas secas (como as tempestades de África)
Quem nunca sentiu chorar por dentro
Não sabe o que é o amor.
Começa no seio que desponta,
No sexo que arredonda e brilha
Entra pela circulação
E escava um rio até ao coração.
Emerge num suspiro, num olhar perdido e magoado
Causa febre localizada e vertigem
Arrepia, magoa, já não arde.
Não fere na sua inevitabilidade
Foge por entre os dedos
Crava-se na carne
Arranca-nos o peito e
Prepara-nos a viagem...
Diz-nos que estamos sós,
Mostra-nos o chão e o céu.
Enubla a visão e enobrece o coração de um bravo
Desfalece em seus braços e diz-lhe toda nua,
Sou tua
Depois adormece e mais tarde continua.
Desaba no mar algures onde o farol alumia.
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
2011-10-10
Maria que beleza de poema, me senti um viajante neste teu mundo de sonhos e realidade, e como é bom você deslizar pelas palavras e ver que é bem fácil demonstrar nossos sentimentos. parabéns
Outros poemas de participantes
Missy my love
Missy my love You are the sunshine I am happy that we love Each other Missy you give me Lots of kisses Sweater than honey Also dad You pl…
Aldo gabbay kraas
O Orvalho.
O Orvalho que nesta madrugada caem sobre esta terra ... é para renovar a reprodução de todas as sementes - de todas as espécies que irã…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palma zunkha
Deixa que o amor e o impulso
falem mais alto, ou melhor,
cantem por nós o que tiver
de ser cantado sem se preocupar
com o q…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Sapucaia
É inverno, estamos em julho,
sem flor e nenhum fruto.
Enquanto a querida sapucaia
repousa tranquila na praça,
O charme da mi…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski