Recolhida no silêncio
Esgarçadas já estão às horas
Já ceou o tempo
Já bebeu de meu pensamento
Agora sou como raiz, sem flor.
Já o cheiro do amor se foi
As frescas horas não têm maissuas labaredas
Não há mais manutenção para ailusão
Resta-me o ranho da alma
O perene som de antigasgargalhadas
Sou fragmento dos outros que fui
Quanta vez o meus olhos sequei
E impregnada de vida, lutei!
Ai de mim...
Que sou apenas volta antes de meir
Que já manca minha dor e cai aochão
E no seio da absoluta
Já não mais há luta.
Já me vou, mesmo sem saber ir.
Enide Santos 14/02/15
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*