D'alma vestida
Na janela
Some a parede
Na parede
De janela
Que inexiste forma
Sem parede aparente
Vejo o poema
No vão
Ninguém lê
Só eu vejo
Num pisco
Ele se mostra
Disfarçado
De espaço
De janela
De parede vazia
Daí...
Tenho que escrever
Só prá mostrar
Prá você
O poema d'alma vestida
de nova...
de noiva...
de anjo...
De corpo inexistente
E preenchido
De aparente nada
E que transpassa
Tudo que forma
E some até
Com parede
Bem ali
A minha frente
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