AUSÊNCIA
Separa-se do grave cintilar das estrelas de línguas azuis
O amanhecer sangrento dos bezerros desmamados
A rocha une-se ao orvalho e torna-o maldito
Mouros correm nus pelas poesias das tardes horripilantes
Noites selvagens vão ao encontro da janela que se abre em meu peito
Nada detém este pesadelo.
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