Folhas secas
Insisto na tecla desbotada,
Deslizo a deriva - Nem perdido nemdestinado.
Não importa onde estão as divisas
O que ficou pra trás já percorri,
Nem a luz da ilusão permitirá repetir.
Ao meu grito segue-se o insano silêncio,
Saliento, me sento, me ausento.
Mesmo de alma limpa falta a paz,
Enterro-me já em ossos e pelos.
Minha carne não é pra vermes
Se não tenho nobreza, tenho orgulho,
Sou superficial, mas também mergulho.
A eles ofereço minha indiferença
Que degustem - fartem-se iludidos –
De vocês eu ganharei - nada mais sei –
Cutucam-me as folhas secas
Envoltas à raiz que tropecei.
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