Pedras Talhas
Se o amor ao invisível rasgasse a carne,
se a dor latente nos formigasse p'las pernas,
se a sede de fel sangrasse num cálice,
então as talhas cederiam ao ébrio manto,
em que cedo nos esqueceste,
para, num esgar, reviverem o teu olhar.
(dedicado ao Pedro Alvim)
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