Hoje meus versos têm garras
Poesia de palavras armadas
Exércitos delas.

Pingam letras
Chuva ácida

Dinamito romances inteiros
Espalho boatos em bilhetes
Planto falsos fatos
Falácias
Factoides

Amasso pequenas bombas
E jogo no lixo
Apenas pelo prazer de escrever novas granadas

Hoje só prestam
Versos com veneno
Poemas com cicuta
E pequenas injeções de poesia na veia

A poesia quando fura
Não é desejo
É necessidade.
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Comentários (1)

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2011-11-01

Gostei deste teu campo minado pela tua sensibilidade pelos desejos que a saudade nos dá pela briga com seu eu interior querendo explodir tudo para fora como se fosse uma garoa acidá queimando nossas fantasias. ótimo parabéns