Busca inexpressiva
"Dá-me a tua mão:
Vou agora te contar
Como entrei no inexpressivo
Que sempre foi a minha busca cega e secreta" por te;
Como te encontre antes de te encontrar,
Até mesmo como te amei e te perdi:
Naveguei por mares de ilusões,
E quanto mais alucinado e cego te via.
Depois, então, viajei por mundos que não foram,
Projetei em cada reflexo a sua imagem e em cada imagem o seu reflexo;
E com a tua imagem no espelho de meu coração disse NÃO a utopia!
Tudo isso sem nada dizer e sem movimentos;
Com os olhos de costa para as lágrimas,
Com as mãos prostradas ao céu em oração
E agachado em minha alma, escondidinho, com medo de viver.
Depois disso, nunca mais sair do inexpressivo,
Que foi sempre a minha busca cega e secreta por te.
Mas um dia, de repente, você me apareceu
E a minha busca inexpressiva tornou-se tão expressiva... Que por isso mesmo te perde!
Agora só encontro-a no inexpressivo; que foi, e sempre será a minha busca cega e secreta por te.
Aqui eu te amo; sem nunca precisar me frustrar com lado e sentido real de amar - aquele que dói, que não trás quem agente quer e também não tenho que me perguntar por quê?
Aqui eu a abraço; só sinto falta do calor real dos seus braços, mas enfim... Ainda assim aqueço-me da solidão!
Aqui na minha busca secreta e inexpressiva te vejo e te tenho imensamente.
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