Porque há inquietude no meu peito
Se não há lágrimas, ou riso desfeito
Uma réstia ainda causa esta ilusão
De todas lembranças faltas de paixão
Vou deixar que o tempo se consuma
Vou caminhar onde meu passo suma
Uma linha num raio em uma direção
Dominarei meu desejo como à um cão.
Pois já sei quase tudo do nada que sei
Na sôfrega e oposta sina de fora da lei
Do limitado, no espaço por onde andei
Da minha aquarela que ficou meio torta
Mas tentarei entrar certeira nesta porta
E voltarei a recolher as flores que pisei
Mas, que importa o feito, se correto ou não
Se ao longo caminho andei sem direção.
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Comentários (1)

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2011-12-07

Cada vez que leio uma poesia sua é como se fosse minha alma arrastada por uma avalanche de sentimentos, pois o vento vem e me beija enquanto as flores trazem o seu perfume que ficou preso em minha saudade.que lindo poema minha amiga, nada mais posso dizer a não ser está òtimo.