ESBOÇO DE UM SONETO INACABADO
Bebo sedento teu lábio faminto
Todo ópio que teu corpo contém
E o dia fatigado suspira latejante
Qual eco contido que faz-me refém.
Teu íntimo acende-me a vulcânica labareda
Suavemente adormecida por tua ausência
Teus seios fartos multiplicam minha sede
De doar-me a ti intermitentemente.
Contemplo ardorosamente tua vicissitude
Sobre o profundo azul do infinito
És minha única fuga do abstrato.
O manto incólume e indizível
Toda inexatidão ainda tolhida
Meu grito louco,pleno de imortal insanidade.
Comentários (1)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
2011-12-13
Me parece que vem das entranhas de Beethoven em seus momentos de delírios exuberantes, quando compôs a nona sinfonia. Seu poema é maravilhoso meu amigo. Parabéns
Outros poemas de participantes
A chuva
Andei pela chuva e tive um choque.
Naquele momento, lembrei do seu toque. Enquanto eu caminhava, lembrava das nossas mãos …
Sibelly Siquerdss
Humilde imaginação.
Os sentimentos da alma e juntam com o amor... se veneras alguém , é porque tens um bem querer , admiração , e algo além de nossa humilde …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
A FALTA DE AMOR
O homem sem amor Não consegue florescer, Fica perdido na dor, Sem saber o que fazer. A vida perde o sentido, O coração fica sozinho, Pro…
miltondacosta
I don't mind
I don't mind praying For my God I must do that Before I go to bed Also tomorrow will be A new day Yes the night ended fast And I am happy…
Aldo gabbay kraas