SONETO DO LOUCO AMOR
Estou louco imenso amor
Não tenho mais aquele brilho
Trago-te apenas este sorriso opaco
E esta boda não sei de quando.
Estou louco ínfimo amor
Não sou o mesmo poeta garboso
Que em tua fronte recitou
O poema mais louco do imutável amor.
Estou louco fremente e insosso amor
às algemas dessa masmorra gélid
Ceifado de minha sã consciência.
Estou louco meu íntegro amor
Aliás, sempre estive louco
Mesmo quando soube te amar.
Comentários (2)
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2012-01-10
É estas locuras que nos levam aos desejos aos sonhos não revelados aos pecados insano quando precisamos e gostamos de amar, pois cabe em nos a culpa de sermos tão apaixonados assim. Parabéns meu amigo mais um lindo poema.
2012-01-10
Pois é meu caro, "louco amor" é quase um plenonasmo, mas seu soneto nos convence de que o amor vale a pena. Abraço.