Alcateia de Um só
O navio que me tornei
Solitário estar a navegar em busca dum porto
Que o acolha deste imenso mar
Que suas águas sou eu
E sua imensidão é o desenho da solidão
O lobo que sou se perdeu da alcateia
E em soluços ou ruivos conheceu,
No vale do medo de sua coragem de ateu,
A derrota como estréia!
O lobo em mim
Pulou no mar em mim
E naufragou seu ser em mim
O mar eu - tão meu !
Engoliu meu eu
Lobo meu
Lobo eu
Que até hoje não sei...
- Mas algo em mim morreu.
Comentários (1)
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2014-01-02
Gostei - a sua poesia é sentida e só pena que segundo me apercebi há tempo, não permita que os mesmos sejam partilhados noutros sitios para seu poemas poderem tocar outra gente e outros corações -
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