DRAGÃO FINGIDOR
Dragão fingidor, fugindo por insônias
Pesadelos, sofrimento que mortifica a loucura
Amnésias pinceladas de tantas conveniências
Demônio, inferno benevolente, que não nos
Deixa indiferente, mastiga-nos inteiros
A nu descrevendo-nos, tártaro corpo, quente so
Salgada sede, lua intransigente, cega luz
Lágrimas de cegueira, inexplicavelmente permanente
Bastardo, inferno que nos deixa incoerentes
Misturados de gestos, colados, secos na alma
Da chávena, do chá, do reflexo, ao mar
Feitos de desabafos, abafos, de água, de fogo
De sorte, de azar, companheira feita em compaixão
Dragão, benevolente, demônio da nossa mente
Alma cercada pelo sofrimento. desfeita em insônias
Do pensamento, cravado no peito
Do nosso encantamento, fingidor de pesadelos
De amnésias, cegueira nossa, mortifica a carne
Do nosso sentimento, fingindo que é dor
Colados nos ossos da nossa loucura, perdida
Esquecida, sem olhos, sem sangue, sem veias
Do nosso desentendimento.

Pesadelos, sofrimento que mortifica a loucura
Amnésias pinceladas de tantas conveniências
Demônio, inferno benevolente, que não nos
Deixa indiferente, mastiga-nos inteiros
A nu descrevendo-nos, tártaro corpo, quente so
Salgada sede, lua intransigente, cega luz
Lágrimas de cegueira, inexplicavelmente permanente
Bastardo, inferno que nos deixa incoerentes
Misturados de gestos, colados, secos na alma
Da chávena, do chá, do reflexo, ao mar
Feitos de desabafos, abafos, de água, de fogo
De sorte, de azar, companheira feita em compaixão
Dragão, benevolente, demônio da nossa mente
Alma cercada pelo sofrimento. desfeita em insônias
Do pensamento, cravado no peito
Do nosso encantamento, fingidor de pesadelos
De amnésias, cegueira nossa, mortifica a carne
Do nosso sentimento, fingindo que é dor
Colados nos ossos da nossa loucura, perdida
Esquecida, sem olhos, sem sangue, sem veias
Do nosso desentendimento.

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