O psicanalista
O psicanalista chocou-se
Após sua vida de ofício
Nunca encontrará doido tão doido
Tamanho era essa loucura
Seu novo paciente Sr Humano
O Homem levava uma vida normal
Não bebia nem fumava
Pelas manhãs lia o jornal
Tinha família e muita saúde
Raramente passava mal
Empregado na em boa empresa
Tinha prestígio social
Então qual sua moléstia?
O que o tornava doente mental ?
Ele tinha um amigo imaginário
Chamava-o de coração
Adjetivava-o de sofredor
Ele delirava mas não esboçava dor
Dizia que sentia umas fisgadas de repente
Sentia ora ódio, ora amor.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*