Mais uma vez
Outro espinho sangrento,
outra lágrima num turbilhão de chuva,
outra canção cantada em meio aos corvos,
outro coração ferido em plena guerra.
Silencioso grito que irrompe em palavras,
mesquinha solidão apunhalou o amor outra veze outra vez e outra vez.
Que dor profunda e tugida,
ascendente e crescente,
como num riso desvairado de um labirinto cinzento.
Uma melodia confusa,
um sopro de puro ar de esgoto.
E se repete e repete e repete..
uma e outra veze outra vez e outra vez,sem lado B.
Sem limites, sem saída, sem choro.Não mais.
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