A tal Aurora de meus poemas.
Os fios de teus cabelos negros que são os únicos com o poder de acalmar minha sede pela ira das manhãs chuvosas e sem sentimento. O batom vermelho que sisma em desenhar tua boca carnuda desejando apenas um café e meio amor. Meio amor? Te preencho aos poucos com o pouco de amor que encontro em cada objeto que encosto. Minhas palavras se tornam poesia quando digeridas por tua audição aguçada. O maior amor do mundo transformado em pessoa, ou melhor, em uma única pessoa. A menina que transforma os minutos em que me perco em melodia.
Observando cada ato que te faz a Aurora de meus passos, me perco e me encontro numa passagem de segundos em que não aprendi a dominar. Nem o mais escamado dos felinos tem a audácia de fugir dos teus abraços que transmitem a áurea de tamanha luz que te faz meu portal para o além. Minha respiração sendo apenas sua.
Não me leve a mal, amo até a cinza desprezada dos cigarros que se suicidam no calor de tua saliva. Amar-te não é uma opção, sina conhecida como proteção que me guarda e diz 'apenas ela é capaz de te fazer feliz'.
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