Lembranças de um anoitecer.
Aquele delírio irreprimível, rogando pelos teus segredos. O encostar de teu lábio, sucumbindo o menor do espaço que ficou entre nossos corpos. Fazendo-me revirar os olhos a cada suspiro. Teu corpo dentro do meu, criando melodias nos movimentos de meu quadril. Desprezando todo o vazio e importando-se apenas com o teu entrelaçar. Vira, sobe, deita. Teus atos desarmando minha prudência com o perigo que me deixa cada vez mais excitada. Molhada com teu suor, lavando a alma em teus braços. Largando de vez a razão e me arriscando no oceano de teu prazer.
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