O FIO DE ARIADNE
Para Ariadne Chaves
...E era a tormenta a estraçalhar meus barcos,
E era o soluço amargo e a agonia,
E eram meus sonhos naufragando sempre
No mesmo mar em que o amor ardia.
Minha alma triste em mais de mil infernos
Jogou seus passos tortos certo dia,
Mas tu me deste a chave perigosa
Que aos dédalos escuros conduzia
A mente heróica que não teme a morte
Voltando a si, na escuridão interna
Desafiar seus próprios minotauros
Depois voltar para uma paz eterna.
Eu hoje posso nesta paz augusta
Deitar-me à sombra do teu vulto enorme
De olhos abertos te encontrar sorrindo
Enquanto o resto da cidade dorme...
...E era a tormenta a estraçalhar meus barcos,
E era o soluço amargo e a agonia,
E eram meus sonhos naufragando sempre
No mesmo mar em que o amor ardia.
Minha alma triste em mais de mil infernos
Jogou seus passos tortos certo dia,
Mas tu me deste a chave perigosa
Que aos dédalos escuros conduzia
A mente heróica que não teme a morte
Voltando a si, na escuridão interna
Desafiar seus próprios minotauros
Depois voltar para uma paz eterna.
Eu hoje posso nesta paz augusta
Deitar-me à sombra do teu vulto enorme
De olhos abertos te encontrar sorrindo
Enquanto o resto da cidade dorme...
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*