Soneto de uma linda estória
Já impossível ver a lua sem saudade
Do dia em que vi-la perto a ameixeira
Naquela noite usei de toda minha verdade
toda preocupação se dissipou na poeira
Hoje com olhar bobo e sorriso discreto
Lembro quieto no escuro a coincidência
Como se chegasse no lugar mais secreto
E reconhecer lá um velho amigo pela aparência
Se pedirem-me para contar uma linda estória
Contarei esta, sorridente e muito agradecido
Ainda bobo por um coração tão doce ter descobrido
E se me perguntarem o por quê de eu estar apaixonado
Responderei: A culpa não foi minha e sim do livro!
Que ela 'inocentemente' me deu emprestado
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