O Horror
Murmúrios e lamentos vivem comigo,
Lado a lado e por todo o lado,
Vagueiam pelo mundo atolado,
A minha alma oferece-lhes abrigo,
São gerados em silêncio gelado,
Pelas lágrimas do meu chorado,
Libertei de mim o horror guardado.
Gritos dementes ecoam em glória,
Dor lancinante percorre a terra,
Incansável e com vida própria,
Emergindo atroz duma cratera,
Corrompendo tudo à sua passagem,
Tornando o Homem numa miragem,
O horror preencheu toda a paisagem.
A penumbra cobriu-me a esperança,
E os meus sonhos jazem esventrados,
Esconjurei-vos a todos agora degolados,
Que alguém ousou criar à minha semelhança,
Larguei os meus pesadelos ao vento,
Como os vossos carrascos sendo,
O genocídio deu à morte um alento.
Lx, 16-7-2004
Lado a lado e por todo o lado,
Vagueiam pelo mundo atolado,
A minha alma oferece-lhes abrigo,
São gerados em silêncio gelado,
Pelas lágrimas do meu chorado,
Libertei de mim o horror guardado.
Gritos dementes ecoam em glória,
Dor lancinante percorre a terra,
Incansável e com vida própria,
Emergindo atroz duma cratera,
Corrompendo tudo à sua passagem,
Tornando o Homem numa miragem,
O horror preencheu toda a paisagem.
A penumbra cobriu-me a esperança,
E os meus sonhos jazem esventrados,
Esconjurei-vos a todos agora degolados,
Que alguém ousou criar à minha semelhança,
Larguei os meus pesadelos ao vento,
Como os vossos carrascos sendo,
O genocídio deu à morte um alento.
Lx, 16-7-2004
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