Sujeito Composto
Aponto a ignorância sem sossego,
gritando quando há dígrafo em tropeço.
Os diferentes, eu sempre renego.
Com vocativos, trato os que conheço.
Eu faço dessa regra a minha verdade,
sem ver predicado no complemento.
Nas entrelinhas, fixo minha vaidade,
com hífen entre o sujeito e o que acrescento.
Com letras, eu aumento a minha altura,
valorizando só superlativos,
e a humildade, deixo no provérbio.
Confundo purpurinas com cultura.
Com troças, influencio adjetivos.
Termino num lugar que é advérbio.
Luzia M. Cardoso
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